Empreendedorismo social: a transformação começa na sua rua


Quarta, Janeiro 10, 2018



17:33



 A cineasta Mara Mourão, autora do documentário Quem se importa: empreendedorismo como agente transformador (Foto: Ricardo Cardoso/Editora Globo)

empreendedor social cria negócios lucrativos que resolvem problemas sociais. "O empreendedor social não descansa enquanto não vê suas ideias implantadas”, diz a cineasta Mara Mourão. Autora do documentário "Quem se importa”, que apresenta o trabalho e os desafios de 18 empreendedores sociais do Brasil à Índia, ela defende que dentro de cada um de nós existe um transformador capaz de mudar sua comunidade – para melhor.

Em sua apresentação no Festival da Cultura Empreendedora, em São Paulo, Mara intercalou explicações sobre as novas formas de empreendedorismo social com trechos de seu documentário. Entre os changemakersque ganham destaque no filme estão Muhammad Yunus, vencedor do Nobel da Paz por sua iniciativa com microcrédito em Bangladesh, o ex-seminarista Joaquim Melo, criador do primeiro banco comunitário do país, e do monge budista Bart Weetjens, que treina ratos para detectar minas terrestres na Tanzânia. "São indivíduos que inspiram outros a tomar uma ação”, afirma."É uma pessoa que enxerga qualquer problema como uma oportunidade de ação”.

Para a cineasta, existe hoje uma convergência maior entre as empresas privadas (o primeiro setor) e as chamadas empresas B (que tentam equilibrar os benefícios para todos os envolvidos na cadeia). Para Mara, a conscientização de cada pessoa provocou uma mudança nas empresas, com a criação de departamentos de responsabilidade social. "O próprio Yunus disse que o problema não é o capitalismo e sim a nossa visão estreita do que é o capitalismo”, diz Mara. "Essa ideia de que podemos atropelar todo mundo em nome do lucro”.
 

Muhammad Yunus, vencedor do prêmio Nobel da Paz com seu programa de microcrédito em Bangladesh, é um dos destaques do documentário Quem se Importa (Foto: Reprodução/YouTube)

A transformação é possível, ela diz, com a atuação individual. "Como consumidores, a gente tem um papel muito importante. Uma camiseta que custa cinco reais tem sangue”, afirma. "Não tem como uma pessoa ter trabalhado e recebido um pagamento decente em uma camiseta que custa cinco reais”.

"E nós temos que olhar para isso, produtos que não tenham trabalho escravo, trabalho infantil e não causem danos ambientais. A gente é que vai mudar isso aqui e fazer com que esses setores fiquem mais parecidos”.


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